
Embora o título seja sugestivo ao fim da Guerra-fria e consequente queda da ex-URSS e do Comunismo derrotado pelo Capitalismo no final da década de 80, não é disso que se trata neste caso. Até porque não concordo com a ideia de fim da história e já existe um livro (que até tenho uma certa curiosidade em ler) com este mesmo título. E basta um olhar atento ao que se passa ali para os lados desse continente de onde saiu essa ideia de fim da história, um pouco mais a sul, para se perceber o porquê da história não ter chegado ao fim. Dá até a ideia de que a história se começa a reescrever, esperemos que para ser “melhor contada”. Além disso a história nunca acaba, pelo menos enquanto houver gente para contá-la.
E como o assunto aqui é outro vamos lá a ele. Em principio este será o meu último post referente ao aborto a menos que haja desenvolvimentos que mereçam maior destaque. E talvez haja...
Pois é o SIM ganhou o referendo com uma margem bastante considerável, embora de forma não vinculativa, já que a abstenção, embora menor que em 98, foi uma vez mais superior a 50%.
Então e agora será que a história fica por aqui?
A mim não me parece! Acho que esta etapa que se avizinha vai ser bastante atribulada. Primeiro, ou muito me engano (e espero bem que sim) ou uns apoiantes do NÃO com mais mau perder vão direccionar a sua luta, uma vez findo o referendo, na criação de entraves à respectiva reformulação da lei que agora terá que ser alterada. Vão usar como argumentos que o referendo não foi vinculativo, ignorando propositadamente que em 98 também não foi e mesmo assim respeitou-se a decisão do povo português. Que o país esta dividido (só se for em relação à abstenção que foi quase “fifty-fifty”, porque em termos de resultados a diferença é bem significativa). Que não querem ver o dinheiro dos seus impostos a ser investido na prática do aborto. Azar, um dia que eu pague impostos também me terei que aguentar ao vê-los ser aplicados em coisas com as quais eu não concordo. São os males da democracia. Os médicos do NÃO que se recusarão a realizarem as IVGs e outras coisas do género que foram ditas logo nas primeiras reacções aos resultados.
Depois existe outro problema. É que antes do referendo só havia o SIM e o NÃO agora que a reformulação da lei vai ter que ser decidida no parlamento há o PS, o PSD, o PCP,o PEV, o CDS-PP e o BE, cada um com as suas ideias de como a lei deve ser reformulada, ou seja muito mais ideias para discutir e muito maior divergência de pontos de vista.
Portanto há que ter a pestana aberta para as cenas dos próximos episódios que prometem ser bastante quentes. A não perder…
E como o assunto aqui é outro vamos lá a ele. Em principio este será o meu último post referente ao aborto a menos que haja desenvolvimentos que mereçam maior destaque. E talvez haja...
Pois é o SIM ganhou o referendo com uma margem bastante considerável, embora de forma não vinculativa, já que a abstenção, embora menor que em 98, foi uma vez mais superior a 50%.
Então e agora será que a história fica por aqui?
A mim não me parece! Acho que esta etapa que se avizinha vai ser bastante atribulada. Primeiro, ou muito me engano (e espero bem que sim) ou uns apoiantes do NÃO com mais mau perder vão direccionar a sua luta, uma vez findo o referendo, na criação de entraves à respectiva reformulação da lei que agora terá que ser alterada. Vão usar como argumentos que o referendo não foi vinculativo, ignorando propositadamente que em 98 também não foi e mesmo assim respeitou-se a decisão do povo português. Que o país esta dividido (só se for em relação à abstenção que foi quase “fifty-fifty”, porque em termos de resultados a diferença é bem significativa). Que não querem ver o dinheiro dos seus impostos a ser investido na prática do aborto. Azar, um dia que eu pague impostos também me terei que aguentar ao vê-los ser aplicados em coisas com as quais eu não concordo. São os males da democracia. Os médicos do NÃO que se recusarão a realizarem as IVGs e outras coisas do género que foram ditas logo nas primeiras reacções aos resultados.
Depois existe outro problema. É que antes do referendo só havia o SIM e o NÃO agora que a reformulação da lei vai ter que ser decidida no parlamento há o PS, o PSD, o PCP,o PEV, o CDS-PP e o BE, cada um com as suas ideias de como a lei deve ser reformulada, ou seja muito mais ideias para discutir e muito maior divergência de pontos de vista.
Portanto há que ter a pestana aberta para as cenas dos próximos episódios que prometem ser bastante quentes. A não perder…


2 comments:
Yo!
Mr. Diabo props aki da capital
grande blog e opiniões, já faltava alguém com a pestana aberta no mundo da blogesfera.
Continuação de um bom trabalho vou estar atento
Um abraço
Andr3 obrigado pela dica.
Vou continuar a tentar cativar e incentivar o pessoal a virem deixar as suas opiniões. É bom saber que sou "visitado".Fica bem...de pestana aberta.
Um abraço
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