
Nas últimas duas semanas o tema principal da comunicação social foi currículo do primeiro-ministro José Sócrates e as suspeitas de irregularidades da Universidade Independente. Essas supostas irregularidades a confirmarem-se constituem sem dúvida um caso grave que mancha a imagem do ensino em Portugal, mas o mediatismo que tem havido à volta deste caso já é um exagero.
E para este exagero têm contribuído alguns partidos políticos. Os partidos à direita, com especial destaque para o PSD pela voz de Marques Mendes têm sido os principais contribuintes para o empolamento desta situação. Uma vez que a politica praticada por Sócrates é manifestamente de direita torna-se mais difícil para a oposição à direita, nomeadamente o PSD e o CDS/PP, apontar o dedo ao primeiro-ministro, pelo que têm que agarrar esta situação e tentar tirar o melhor partido da mesma.
Os partidos à esquerda não precisam de ir por aí para atacar Sócrates uma vez que em termos políticos já têm “panos para mangas”, como é a destruição do estado social, o trabalho precário, o alinhamento das suas politicas com o grande capital, privatizações, nomeadamente a do SNS, e muitas outras que não são esperadas de um partido que se diz de esquerda.
E quem é que sai beneficiado com esta trapalhada toda do Sócrates? Na minha opinião é o governo. Isto porque enquanto se andar a mediatizar este caso está-se a dar cobertura às acções do governo que aproveita a “distracção” da sociedade (incluindo a comunicação social) mais preocupada com o currículo do primeiro-ministro e pode discretamente andar aí a fazer do país o que bem entende.
Como se isto não bastasse mais cedo ou mais tarde José Sócrates há-de conseguir ultrapassar esta situação, seja pela sua influência seja pela sua inocência e aí será ainda maior a vantagem que o governo tirou deste espectáculo todo.
Devia era dar-se mais atenção ao que Sócrates é como primeiro-ministro, isso é que é realmente importante, e menos ao seu currículo!
Mas lá que isto está uma história muito mal contada lá isso está!
E para este exagero têm contribuído alguns partidos políticos. Os partidos à direita, com especial destaque para o PSD pela voz de Marques Mendes têm sido os principais contribuintes para o empolamento desta situação. Uma vez que a politica praticada por Sócrates é manifestamente de direita torna-se mais difícil para a oposição à direita, nomeadamente o PSD e o CDS/PP, apontar o dedo ao primeiro-ministro, pelo que têm que agarrar esta situação e tentar tirar o melhor partido da mesma.
Os partidos à esquerda não precisam de ir por aí para atacar Sócrates uma vez que em termos políticos já têm “panos para mangas”, como é a destruição do estado social, o trabalho precário, o alinhamento das suas politicas com o grande capital, privatizações, nomeadamente a do SNS, e muitas outras que não são esperadas de um partido que se diz de esquerda.
E quem é que sai beneficiado com esta trapalhada toda do Sócrates? Na minha opinião é o governo. Isto porque enquanto se andar a mediatizar este caso está-se a dar cobertura às acções do governo que aproveita a “distracção” da sociedade (incluindo a comunicação social) mais preocupada com o currículo do primeiro-ministro e pode discretamente andar aí a fazer do país o que bem entende.
Como se isto não bastasse mais cedo ou mais tarde José Sócrates há-de conseguir ultrapassar esta situação, seja pela sua influência seja pela sua inocência e aí será ainda maior a vantagem que o governo tirou deste espectáculo todo.
Devia era dar-se mais atenção ao que Sócrates é como primeiro-ministro, isso é que é realmente importante, e menos ao seu currículo!
Mas lá que isto está uma história muito mal contada lá isso está!


1 comment:
No nosso ver, esta campanha toda levanta uma única pergunta: será que alguém ainda lembra do significado da palavra "honra"?
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