
Ao escrever o último post lembrei-me de uma história que demonstra quão ambígua pode ser a palavra DIREITO e da diferença entre ter direitos em teoria e ter realmente direitos.
Passo então a contar a história:
Há uns anos um jovem de Torres Novas foi apanhado numa operação Stop da GNR a conduzir um veículo apresentando uma taxa de alcoolémia superior a 1,2 mg/l, pelo que passado 2 dias foi presente a tribunal. Antes de começar a audiência a senhora que ia conduzir o interrogatório perguntou ao jovem em questão se queria um advogado, uma vez que tinha direito a um, e que seria o que estivesse escalado para esse dia. Uma vez que era um processo simples o jovem disse várias vezes que não era necessário, contrariando a permanente insistência da senhora que se mostrara bastante simpática, até que cedeu e lá aceitou o advogado a que tinha direito, advogado esse que se limitou a ouvir.
Quando, passados uns meses, chegou o veredicto a casa do jovem, onde se incluíam as despesas de tribunal, este constatou que cerca de 90% destas eram referentes ao tal advogado a que teve direito.
Ou seja o jovem tenrinho, ingénuo e felizmente novo nestas coisas, foi enganado pela “insistente simpatia” da senhora que o interrogou e pela ambiguidade da palavra DIREITO. Este engano saldou-se numas centenas de euros a menos no bolso.
Esta história é verdadeira e o jovem sou eu.
Eu já desconfiava que pagando tem-se direito a tudo mas foi preciso ser eu a pagar (e ainda por cima sem querer) para ter a certeza.
Passo então a contar a história:
Há uns anos um jovem de Torres Novas foi apanhado numa operação Stop da GNR a conduzir um veículo apresentando uma taxa de alcoolémia superior a 1,2 mg/l, pelo que passado 2 dias foi presente a tribunal. Antes de começar a audiência a senhora que ia conduzir o interrogatório perguntou ao jovem em questão se queria um advogado, uma vez que tinha direito a um, e que seria o que estivesse escalado para esse dia. Uma vez que era um processo simples o jovem disse várias vezes que não era necessário, contrariando a permanente insistência da senhora que se mostrara bastante simpática, até que cedeu e lá aceitou o advogado a que tinha direito, advogado esse que se limitou a ouvir.
Quando, passados uns meses, chegou o veredicto a casa do jovem, onde se incluíam as despesas de tribunal, este constatou que cerca de 90% destas eram referentes ao tal advogado a que teve direito.
Ou seja o jovem tenrinho, ingénuo e felizmente novo nestas coisas, foi enganado pela “insistente simpatia” da senhora que o interrogou e pela ambiguidade da palavra DIREITO. Este engano saldou-se numas centenas de euros a menos no bolso.
Esta história é verdadeira e o jovem sou eu.
Eu já desconfiava que pagando tem-se direito a tudo mas foi preciso ser eu a pagar (e ainda por cima sem querer) para ter a certeza.
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2 comments:
E muitas histórias como estas vão ser contadas neste país do "faz-de-conta"...
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