Thursday, March 1, 2007

Até quando?



Agora que já é unânime entre a comunidade científica que o aquecimento global resultante do efeito de estufa é provocado pela actividade humana, de que é que precisamos mais para pôr mãos à obra?


É certo que o fenómeno do aquecimento global provocado pelo efeito de estufa faz parte de um ciclo natural ocorrendo na natureza em intervalos de tempo mais ou menos constantes uma vez que existem muitos fenómenos naturais que emitem gases e partículas com efeito de estufa para a atmosfera, como por exemplo os vulcões ou os incêndios. O problema que se põe é que o homem está a acelerar este ciclo com as suas actividades nos últimos 150 anos.

É verdade que já se tomou consciência da gravidade do problema e das suas causas mas também não é menos verdade que muito pouco se tem feito para inverter esta tendência. A inércia em torno deste problema é por demais evidente.

São muito bonitas as iniciativas “Carbono 0%” e outras do género em que o presidente de uma qualquer empresa planta uma árvore e tal…
Mas para quando medidas a sério? Sim porque estas iniciativas são uma autêntica fachada! Para quando medidas fundo que possam realmente ter efeitos visíveis daqui a uns anos?

Ratificou-se Quioto mas a maioria dos países já admitiu não conseguir alcançar as metas propostas. E depois temos sempre o bom exemplo americano que para além de serem o país que mais contribui para o efeito de estufa (cerca de ¼ das emissões são da sua responsabilidade) se recusaram a assinar o protocolo. Na altura com o pretexto de que não havia provas de que o problema tivesse uma causa antropogénica, mas agora já não têm desculpa!

Até já existe a “Verdade inconveniente” de Al Gore, mas o que é que esse senhor fez, enquanto vice-presidente dos EUA durante oito anos, para inverter a inércia à volta deste problema? NADA!

E da parte dos americanos é de esperar que nada mude pois a sua economia é mais importante que o ambiente e eles agora andam tão atarefados com a guerra no Iraque que não têm tempo para isso. E depois segue-se o Irão, e outras mais hão-de vir e o ambiente pode esperar. Pelo menos até que o petróleo acabe.

Haja bom senso!
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