Thursday, May 17, 2007


Nesta altura do ano multiplicam-se as Queimas das Fitas por esse país a fora, e como tal a Universidade que eu frequento não é excepção.

Esta é também a altura de distribuição de propaganda sobre a tradição académica para que os senhores estudantes que vão queimar cumpram com tudo “o que manda a sapatilha”.

É nesta sequência que surge um desses panfletos de tradição académica, em que, entre outras coisas, se pode ler:

O conselho de Notáveis foi fundado em 1987 e é o órgão académico que, dentro da Universidade de Évora, cumpre e zela pelo cumprimento da Tradição Académica. Esta é composta por cerimónias que têm por finalidade a integração do aluno na vida académica, bem como a sua instrução de valores importantes para a vida em sociedade.

Gosto da parte que fala dos valores importantes para a vida em sociedade, que é como quem diz “sejam todos umas ovelhas e façam tudo como resto do rebanho, da forma que alguém vos diz que as coisas devem ser feitas, e só em situações muito excepcionais pensem pela vossa cabeça!”

Se existe alguma coisa que eu tiro de 5 anos de vida académica que seja importante para a vida em sociedade é perceber que lá fora (na sociedade em geral) funciona tudo com neste pequeno universo académico. Isto é, funciona tudo na base dos interesses e do compadrio, em que invariavelmente são sempre os mesmos a sair beneficiados.

Cá dentro (neste pequeno universo), por exemplo, são criados cursos, reestruturados, e tornados a reestruturar, garantindo sempre o sustento do departamento X ou Y, deste ou daquele professor, com um determinado nº de cadeiras. E assim vão-se criando cursos que no mercado de trabalho valem pouco mais que nada, mas que sempre garantem que uns quantos desgraçados andem a pagar propinas do dobro do ordenado mínimo nacional durante uns anos. Depois se for preciso fecha-se o curso e abre-se outro com outro nome mas com o mesmo sistema. Siga…

Depois também é nas Universidades que se começam a ver alguns dos futuros políticos nacionais, a dirigirem as associações de estudantes. Quase sempre meninos que se podem dar ao luxo de fazer uma cadeira ou duas por ano (ou nem isso) e passarem quase a mobília da universidade sem que isso afecte a condição financeira do seu agregado familiar. Ou seja, meninos cujo pai não é por certo operário, desempregado, ou outro remediado que se governa com 400€ por mês (quando calha).

Isto sim é uma boa escola… para a vida!

Voltando atrás à tradição académica, a única coisa que esta tem para me oferecer é uma tremenda dor de cabeça provocada pela indecisão entre ser ovelha por um dia para agradecer simbolicamente aos patrocinadores oficias do meu curso (meus pais), o esforço que fizeram ao longo de 5 anos ou ir pelos meus princípios e cagar nesta fantochada toda! É que para eles que vêm isto de fora e com outra mentalidade, a coisa tem outro significado!

Acho que estou numa de pensar que um dia de hipocrisia e uma seca tremenda não fazem mal a ninguém e a famelga agradece!

Vamos ver o que isto dá!

Wednesday, May 9, 2007

Bailinho da Madeira



Passada a fantochada das eleições na Madeira, tudo na mesma!

O maior dinossauro da política portuguesa e simultaneamente um dos maiores fantoches políticos de sempre, que apenas encontra rivalidade no Paulinho das feiras ou em Magques Mendes, voltou a ganhar e logo com um dos resultados mais expressivos de sempre. Como aliás já se previa!

A única coisa de novo que estas eleições tiveram foi o facto de serem perfeitamente escusadas. O que houve na Madeira foi apenas um show político!

Tanto estrilho com a lei das finanças regionais, que motivaram eleições antecipadas com o pretexto da falta de condições para governar (compreende-se uma vez que o senhor Jardim sempre governou sem ter que olhar para carteira) para depois se andar esbanjar tanto dinheiro com a campanha. Enfim…

Convocadas as eleições lá andou o Sr. Alberto João com o seu estilo populista a saltitar de inauguração em inauguração, abusando claramente da democracia de que tanto gosta de falar, beneficiando do fechar de olhos de quem de direito.
Engraçado é vê-lo a chamar fascista ao Louçã e ao Monteiro, quando ele se revela um “democrata totalitário” em potência. Adiante…

Na hora de comemorar foi o discurso do costume: farpas ao "contenente" e por aí a fora!

Foi vê-lo a debitar palavras contra Lisboa, com a arrogância que o caracteriza e revelando o seu conservadorismo extremo, falando com desdém das questões ditas fracturantes, às quais chamou doença, roçando neste caso a ignorância. Até neste aspecto lhe fica bem a palavra dinossauro: é que este homem não é do século passado, é muito mais antigo!

Agora que estão ganhas as eleições veremos o que acontece: será que a lei das finanças regionais vai ser revista? Não me parece!
O que ganhou com isto o Sr. Jardim foi maior apoio popular para fazer o que mais gosta: agredir o "contenente" !

Eu quero é vê-lo a partir de agora a ser tão bom presidente como a esmagadora maioria o considera! Mas com as suas autarquias a passarem a mesma dificuldade que as do "contenente" a história vai ser outra. Ou não, uma vez que ele já arranjou a sua desculpa!

Governar com dinheiro é fácil, o pior é geri-lo!

E assim se vai dançando o Bailinho da Madeira…

Friday, May 4, 2007

Eu opino, tu opinas, ele opina...


Mais um artigo de opinião que me “obriga” a opinar também!

No Expresso um senhor opina sobre a opinião de ESPECIALISTAS que tinham opinado sobre o massacre da Virgínia Tech perpetrado por um sul-coreano, que afirmara terem sido os meninos ricos daquela universidade que o obrigaram a levar a cabo tal massacre.
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http://expresso.clix.pt/COMUNIDADE/blogs/joao_pereira_coutinho/archive/2007/04/24/33841.aspx

Os especialistas atribuíram como causa do seu desequilíbrio mental o ambiente competitivo que existe nos EUA em que os mais fracos não têm lugar, isto devido ao modelo de capitalismo selvagem que domina a sociedade norte-americana. Aliado a isto, o facto de se poder comprar armas nos supermercados norte-americanos como quem compra pastilhas elásticas.


Em relação ao primeiro aspecto, digo eu, que não é preciso ser um especialista porque qualquer pessoa que estudou psicologia no 12º ano sabe que o que define a personalidade de um ser humano é a interacção entre a carga genética que cada um transporta e o meio. Simples!

Em relação ao facto de se poder comprar uma arma no supermercado concordo com o senhor jpc. Acho que não é por aí porque, de acordo com as leis do estado da Virgínia, cada pessoa só pode comprar uma arma por mês. O que quer dizer que ao fim de um ano uma pessoa pode ter 12 armas em casa. E continuando a fazer contas: um indivíduo que comece a comprar armas aos 21 anos, aos 40 tem um pequeno exército em casa.

Mas tudo bem! Até porque o jovem sul-coreano só tinha 23 anos, pelo que de acordo com a lei só podia ter em sua posse, mais ou menos (porque não sei em que mês o jovem faz anos), umas 24 armas.

Se a culpa é do capitalismo ou não (sê-lo-á mais ou menos directamente) pouco importa agora mas lá que a lei americana ajuda, lá isso ajuda!

Se não como se explica o facto da grande maioria destas histórias nos chegarem sempre dos Estados Unidos?

Desculpem lá!

Tuesday, May 1, 2007

Farpas...


No Portugal dos inventores eis mais um.

A invenção e a inovação são sempre bem vindos, principalmente num país agarrado a velhas ideias. É importante que surjam pessoas que ponham a cabeça a trabalhar e criem algo de novo. E não apenas coisas grandes em tamanho tendo o Guiness como objectivo. Mas no meio de tanta invenção existem aquelas que nos causam espanto e as que nos dão vontade de rir.

Vamos então à invenção em si. As farpas!

Um embolador da Golegã inventou umas farpas novas em que a madeira é substituída pelo nylon no prolongamento dos ferros. Tudo isto a pensar na protecção dos forcados.

No artigo publicado no Expresso pode ler-se:

“Os actuais ferros compridos que os cavaleiros espetam nos animais deixam uma sobra de madeira com cerca de 30 cm, que amiúde fere os forcados durante as pegas. Ainda no último fim-de-semana de Março o autor de uma pega em Alcochete saiu ferido com gravidade na face.”

Uma vez que o touro é que é espetado, e não é só de vez em quando como acontece com as lesões dos forcados, que aliás estão lá porque querem ao contrário do touro que não tem poder de escolha, espero que alguém se lembre de proteger o pobre touro com alguma invenção.

Sei lá, umas ventosas que ficassem agarradas ao touro, ou um carimbo vermelho que substituísse o sangue do animal. Enfim, alguma coisa que não me cabe a mim inventar mas a um inventor a sério (e não estou a ser irónico) como o senhor Estorninho.

Isto para não ter que dizer: abaixo as touradas!!!

Pena é que ainda ninguém se tenha lembrado de quem mais sofre com este “espectáculo”!

Olé!